07 Maio 2010

Bons hábitos que não voltam

Tenho notado nos ônibus de São Paulo que o pessoal abandonou um hábito que eu achava incrível: o de segurar os pertences das pessoas que viajavam em pé. Antigamente as pessoas que viajavam sentadas nos ônibus que seguiam lotados sempre se ofereciam para segurar os objetos daqueles que não encontravam lugar, hábito que, não sei por que, nunca se repetiu nos metrôs (talvez no metrô as pessoas considerassem que era mais fácil de se segurar?). Mas de uns tempos pra cá, não vejo mais isso acontecer. E pior, quando me ofereço pra segurar as coisas de alguém, quem está em volta olha um pouco assustado. Me pergunto quando foi que as pessoas esqueceram de uma gentileza tão pequena, mas que faz tanta diferença.

09 Abril 2010

O bom marketing

A gente está careca de ver empresas detonando sua auto-imagem porque ainda não aprenderam usar a ferramenta internet direito. Veem um comentário maldoso e saem arrebentando nos comentários, só fazendo sujar o nome da empresa. Tem gente que até perde o emprego por causa disso.

Por outro lado, existem empresas que sabem fazer o inverso muito bem. Posso citar aqui o Boticário e a Unilever, mais especificamente com os produtos Dove. O Boticário eu sei (não por experiência própria) que mantém um pessoal ligado no que andam dizendo pela internet. A Patrícia Müller, do blog Sinestesia, foi achada pelos caras d´O Boticário porque fazia a maior propaganda dos produtos no blog dela. O resultado disso foi mais propaganda positiva, e agora estou eu aqui fazendo mais propaganda pra eles.

Dove, seguindo mais ou menos a mesma linha, fez uma coisa bem bacana. Mandaram um email marketing pra quem era cadastrado no site (eu, por exemplo) dizendo "olha, se você se cadastrar, vai ganhar um kit dos novos produtos Dove". Óbvio que eu me cadastrei. E ainda me cadastrei correndo, pra não correr o risco de ficar sem. O kit dizia respeito à nova linha para cabelos chamada Dano Térmico Therapy. Eu nem uso secador, mas até aí, o que condicionador que mais funcionou no meu cabelo até hoje era pra cabelos cacheados (meu cabelo é liso).

Fiz o cadastro e esqueci do assunto. Dias depois chega um pacotinho da Sedex aqui em casa. O remetente era a Unilever. Fiquei toda feliz, parecia criança. Claro que a empolgação foi tanta que eu abri o pacote e só depois eu pensei em tirar uma foto, então vou ficar devendo a foto pra vocês. Mas imagina uma embalagem com um shampoo, um creme de tratamento e uma necessaire muito bonitinha. Foi muito legal receber aquilo em casa. Aí veio uma cartinha dizendo pra eu usar, dizer o que eu achei e indicar uma amiga pra receber também. Óbvio que eu indiquei a Amarílis, minha prima, que é a maior divulgadora do que dá certo e do que não dá certo no cabelo dela.

Quanto aos produtos, eu gostei bastante do resultado, mesmo sem usar escova ou chapinha. É difícil achar um shampoo que não deixe meu cabelo com aquela aparência pesada, parecendo que está sujo. E esse deixa ele leve, bem maleável. Gostei.

29 Março 2010

Seja pedestre por um dia

Vou continuar mais ou menos no mesmo assunto do post anterior. Hoje eu estava voltando do trabalho de ônibus, e já quase chegando em casa começou uma daquelas chuvas que você agradece por estar em um lugar coberto e seguro. Olhando pela janela, vi alguns pedestres tentando atravessar a rua - na faixa - e vários carros que não estavam nem aí pra se o pedestre tava se f****ndo ou não debaixo da chuva. Motorista só quer saber de chegar rápido ao destino e que se danem os outros.
Continuei a viagem, desci no ponto que não fica tão próximo assim da minha casa, agradecendo aos santos pela chuva ter parado. Andei até a faixa de pedestres e aguardei uma alma boa parar pra eu passar. Alguém parou? Não, ninguém. Com chuva, sem chuva, com sol, com lua, não importa. Fato é que aqui pedestre ainda fica em segundo lugar.

É verdade que essa realidade tem mudado um pouco ultimamente, porém não o suficiente. Eu respeito faixa de pedestre desde que tirei a minha carta, há mais ou menos 10 anos. Antes as pessoas (motoristas) atrás de mim xingavam, buzinavam, desviavam, e eu esperava um tempão até que alguma mente um pouco mais esclarecida tivesse o bom senso de parar na outra faixa também pra que o pedestre pudesse atravessar. Hoje você já não vê mais isso. Quando você para, as pessoas até respeitam e logo param também (embora esses dias eu tenha sofrido um engavetamento de 4 carros - eu era o primeiro da fila, parado na faixa, mas provavelmente a culpa foi de alguma dondoca falando ao celular que não percebeu os carros parados). No entando, pra fazer o primeiro da fila parar, ainda leva tempo.

Ainda precisa muito pra educar os motoristas, mas também é necessário educar os pedestres. Muitos atravessam a 100m da faixa de pedestre e nem deve saber pra que ela serve. Outros simplesmente não sabem atravessar uma rua. Ficam com medo, ou sei lá. Alguns ainda fazem aquelas cagadas enormes, tipo atravessar a rua no meio de uma curva.

Fato é que pra você entender o lado do outro, você precisa passar por aquilo pelo menos uma vez. Aí você começa a respeitar. Hoje eu sou motorista, pedestre e ciclista em uma cidade maluca como São Paulo. Conhecer os 3 lados é muito interessante, porque te faz enxergar com outros olhos e às vezes até entender coisas que você não entendia antes. Então eu lanço aqui uma campanha solitária, e espero que te inspire de alguma forma. Seja pedestre por um dia. 
O pedestre é o lado mais frágil dessa história, e portanto é o que tem preferência sobre os demais. Talvez um pedestre nunca entenda o que é ser um motorista, porque envolve várias outras coisas. Mas você, como motorista, pode ser pedestre. Deixe seu carro um dia em casa e vá a pé ou de ônibus para o trabalho. Mas não vale subir no ônibus em frente de casa e descer na frente do trabalho, ok? Tem que ser pedestre de verdade. Andar nas calçadas, atravessar ruas em faróis onde pedestre não tem vez, e, se você tiver sorte, pode até pegar um dia de chuva e ter um carro passando numa poça d'agua bem pertinho de você. Não porque eu quero que você chegue todo destruído no seu trabalho. Mas porque eu quero que você entenda o quanto é difícil ser pedestre e o quanto é fácil diminuir a velocidade só um pouquinho, ou pisar no freio por 30 segundos pra deixar o pedestre passar. Se você está atrasado, não se preocupe, não será isso que fará a diferença.

Algumas pessoas discordam com a educação do brasileiro e vão morar fora, porque lá fora "as coisas funcionam melhor". Pode até ser que em Londres, nos EUA e em outros países as pessoas respeitem mais os seus pedestres. Mas eu gosto do meu país e é por isso que eu vou fazer o que eu puder pra melhorá-lo. Eu espero que você também faça o seu melhor.

04 Março 2010

Bicicleta como meio de transporte

Eu acho realmente ótimo que a cidade de São Paulo esteja investindo em alguns quiilometros de ciclovias e ciclofaixas. Eu, que sou uma nova ciclista da cidade, aprecio que a prefeitura esteja pensando na gente. Porém, me entristece o fato de que eles ainda não considerem a bicicleta como um meio de transporte entre os moradores da cidade, e sim apenas como lazer.
Como assim existe uma ciclofaixa só aos domingos? Como assim existe um farol de bicicletas para atravessar a rua até o parque que só funciona aos domingos? Como assim a ciclovia nova da marginal só tem dois acessos? Como assim eu só posso usar o metrô com a minha bicicleta aos finais de semana? Como assim eu não posso levar minha bicicleta no bagageiro do ônibus (aliás, existe bagageiro nos ônibus circulares?)?
Tudo bem que algumas medidas teriam que ser bem elaboradas. Por exemplo, é obvio que fica inviável uma pessoa com uma bicicleta às 18h no metrô da Sé. Tudo bem se eles estabelecessem horários fora do pico para que as pessoas pudessem entrar de bike durante a semana, mas poxa, se eu moro longe do trabalho e preciso do metrô, porque não posso usar metrô + bike ao invés de metrô + ônibus? Eu esperaria até às 20h pra poder pegar metrô. A gente não se habituou com o rodízio de veículos? Porque não nos habituaríamos com horários para isso também?
E ônibus? Existem cidades na europa que aceitam que você coloque a sua bicicleta no bagageiro e siga viagem. Ontem vi um ciclista empurrando a bicicleta porque o câmbio dele estava quebrado. Existe coisa mais triste do que você estar há 20 Km de casa, de câmbio quebrado, e ter que voltar empurrando sua bicicleta porque não pode pegar um ônibus de volta?

Eu estou em processo de mudança para São Paulo e não pretendo levar carro. O trânsito de São Paulo me estressa profundamente, e onde vou morar existem ônibus para todos os cantos da cidade. Porém, é de bicicleta que eu pretendo me locomover na maior parte do tempo. Eu espero que a prefeitura aproveite essa onda de criação de ciclofaixas e ciclovias e perceba que existe muita gente que usa a bicicleta como meio de transporte, e existem muitas outras que deixam de usar porque não é viável. Mas mesmo que eles percebam essa demanda, é uma pena que vá demorar tanto pra que alguma coisa mude...

A dificuldade em se comprar um sofá

Falei no post anterior que eu tinha comprado um sofá na Sierra Móveis e tinha adorado o atendimento. De fato o atendimento foi ótimo, e continuo achando isso. A vendedora que nos atendeu, a Núbia, foi daquelas Vendedoras com V maiúsculo, sabe? Mas a nossa alegria acabou quando saímos da loja.
O sofá deveria ter chegado em 35 dias, o que já era um complicador, visto que 35 dias a partir da data da compra cairia bem no meio do carnaval. Estendendo um pouquinho, nosso sofá ficou pra chegar dia 19 de fevereiro. Um prazo extremamente longo, mesmo em se tratando de um sofá sob encomenda.
Dia 19 chegou, e o nosso sofá, não. Aliás, não chegou nem ele e nem um telefonema da loja dando uma satisfação sobre o que teria ocorrido, o que nos deixou mais putos da vida. Ligamos lá e descobrimos que houve um problema com a alfândega e que o tecido não tinha chegado (será que foi isso mesmo?). Até o final do mês ele estaria pronto. Dei o prazo até dia 28, senão cancelaria o pedido.
Como dia 28 chegou, e novamente nós não vimos a cor do nosso sofá, liguei na loja pra tentar cancelar o pedido. Sim, tentar, porque hoje é dia 4 de março e eu ainda não consegui cancelar o maledeto do pedido. Parece que ninguém sabe o que fazer. Hoje tive a sorte de falar novamente com a tal da Núbia, que me parece que é a única cabeça pensante da loja, e eu estou realmente esperançosa de que ela resolva meu problema.
Nem no Procon a gente conseguiu falar, já que pra fazer uma reclamação desse tipo tem que ir pessoalmente, e essa é uma possibilidade que não existe no momento.

Quem achou que comprar um sofá era só ir na loja e escolher estava muito enganado...

09 Fevereiro 2010

Vence o melhor vendedor

Tenho aqui dois casos para ilustrar por que as empresas precisam investir em (muito) bons vendedores.

O primeiro caso foi quando eu e o Ale estávamos procurando um novo sofá pra sala. Não sei se você já foi comprar sofá alguma vez na sua vida, mas não é uma coisa muito fácil de se fazer. Apesar de parecerem todos iguais, existem sofás de todos os tipos. Sofás com enconsto alto, com encosto baixo, com braço alto, com braço baixo, sofá duro, sofá mole, confortável, nem tanto, sofá cama, sofá que estica uma parte, sofá que fica curto na perna, sofá que não cabe direito a perna... enfim, existem milhares. Aí você entra numa loja em que o vendedor é meia boca, ele vai te mostrar de longe os três modelos que existem disponíveis na loja, vai te dizer as condições de pagamento (se você perguntar) e você vai embora frustrado. Pode até ter achado um sofá interessante, mas decide dar uma procurada em outras lojas pra ver se encontra um preço ou um sofá ainda melhor.
Aí você entra numa loja como a Sierra. A loja é enorme (muito maior do que eu imaginava que era, olhando de fora). Apesar da maior variedade, os preços são bem parecidos com os das outras lojas, e os móveis são tão bonitos quanto, também. Mas aí entra o diferencial: o atendimento. A moça não se deixa enganar por dois manés vestidos de bermuda, camiseta e chinelo e nos atende como se fôssemos os príncipes da Inglaterra. Faz questão de nos mostrar todos os sofás da loja, e que a gente sente em cada um deles ("porque tem que sentar pra poder escolher direito"). Ela sabe, pela nossa cara, qual foi o que a gente gostou mais e qual ela não vai mostrar de novo. Em momento de dúvida entre dois, ela mostra os dois de novo, explica as diferenças, dá a opinião dela (quando a gente pede) sobre qual ficaria melhor na nossa sala, e a gente acaba fechando negócio.

Aquela era a segunda loja que a gente tinha entrado. A gente ainda estava pesquisando preços, não tinha visto praticamente nenhum sofá. Mas a mulher convenceu a gente de que aquele era o sofá que a gente queria. E ela faz de um jeito que você não entra lá pra pesquisar, você entra lá pra comprar!
Então, se aquela vendedora não existisse, a gente teria olhado os sofás, visto os preços, saído e ido à loja seguinte pra fazer a mesma coisa. Prova de que um bom vendedor faz a diferença.

A segunda situação aconteceu semana passada, quando nós decidimos comprar um iMac. Os computadores da Apple são todos tabelados, então você vai encontrar em todos os lugares praticamente pelo mesmo preço. Você pode até encontrar um desconto aqui outro ali, mas é basicamente sempre o mesmo. Então esses dias nós estávamos de bobeira no Eldorado, esperando a chuva passar (hein? chuva em SP? que novidade é essa?) e resolvemos dar uma passada na Fast Shop pra namorar os Macs (até então eu queria um Macbook), e acabamos encontrando um iMac super legal por quase o mesmo preço do Macbook que eu queria. Estava com um desconto espetacular de R$ 400 para pagamentos à vista. O rapaz até que foi simpático em responder as nossas perguntas, mas ele estava ocupado instalando uma coisa no computador, e aparentemente não estava muito interessado em nos fazer levar a máquina. Ou achou que só estávamos xeretando, como muitos por ali (embora eu tenha claramente falado pra ele que eu estava interessada em comprar).
No dia seguinte passamos na Fnac. Lá fomos atendidos por um rapaz super simpático, que é específico para os produtos Apple. Ele mostrou os equipamentos, demonstrou alguns programas que vem instalados, disse que o ia e o que não ia na máquina, enfim, se desdobrou pra explicar por que aquela era a máquina dos nossos sonhos (embora nós já soubéssemos disso). E melhor, apesar de a Fnac ter um preço mais caro que a Fast Shop, ele nos garantiu que consegue cobrir o valor. Resultado: em um produto de valor tabelado, vence quem tem a melhor lábia. Vamos comprar na Fnac.

Tem lojista que acha besteira investir em bons vendendores, e acha que funcionário motivado é papo pra boi dormir. Mas com esses dois exemplos simples a gente consegue ver que a coisa não é bem assim. Portanto, lojistas, abram os olhos. Vendedor bom é importante, SIM!

Edição: Foi só falar bem da loja, que começou a dar dor de cabeça... Nosso sofá deveria ter chegado ontem, depois dos 35 dias de prazo que a loja deu. 35 dias já não é lá um prazo muito amigável, mas como se tratava de um sofá feito sob encomenda, que teria um tecido determinado por nós, não fizemos caso. Mas os 35 dias se passaram, o sofá não chegou, e quando entramos em contato com a loja, eles disseram que tiveram um problema na importação do tecido e por isso o sofá não estava pronto. Supondo que essa não seja somente uma desculpa esfarrapada, porque eles têm que esperar a gente ligar pra cobrar uma satisfação? Será que as lojas acham que a gente não se programa pra receber nossas encomendas? Eles não poderiam ter ligado pra gente, dizendo que tiveram um problema e que a entrega iria atrasar?
Agora a pergunta que fica na minha cabeça é: porque é que quando nós atrasamos um pagamento, nós temos que pagar multa por isso, mas quando as lojas atrasam uma entrega, não tem consequencia nenhuma pra elas? Qual é a justiça disso? O que eu posso fazer pra mudar isso? Se alguém souber, por favor me avise.

Restaurante Ávila

Essa é pra quem está procurando um bom restaurante na região do Itaim Bibi: Ávila. Já fazia muito tempo que o Ale falava em me levar lá pra jantar, mas isso só aconteceu por esses dias. O Ávila é um daqueles restaurantezinhos chiquezinhos, em que você é muitíssimo bem atendido. Mas, ao contrário da maioria, você não é bem atendido só porque está bem vestido. Aparecemos lá literalmente de bermuda e camiseta e fomos tão bem atendendidos quanto qualquer outro cliente. Veja bem, não estou dizendo pra você ir mal vestido ao restaurante. Estou apenas dizendo que eles não julgam suas condições de pagar a conta pela roupa que você veste. Só por isso, eles já tinham ganhado uns bons pontos comigo.
Quando olhei o cardápio, veio a dúvida: o que pedir entre tantos pratos tão deliciosos? Eles têm um cardápio especial para mulheres, uns pratos aparentemente maravilhosos. Acabei escolhendo um salmão com molho de maracujá, que vinha acompanhado com legumes cozidos. Eu nem gosto taaaanto assim de salmão, e não gosto de legumes, embora os coma de vez em quando. Mas a cada pedaço de peixe que eu colocava na boca eu repetia "esse é o melhor peixe que eu já comi". Era sensacional. A mistura do salmão com o maracujá... huuummm. E os legumes? Nunca comi nada tão saboroso. Conforme estou escrevendo aqui, estou lembrando do gostinho da mandioca cozida. Delicioso. 

Deixando a comida um pouquinho de lado, o restaurante é lindo. Todo de madeira, com uma iluminação que deixa o ambiente super agradável. O atendimento também é ótimo, os garçons são simpáticos e estão prontos para sugerir o vinho certo para combinar com o seu prato, ou até mesmo para sugerir o prato em si. 

Super recomendo. O Ávila fica na Rua Bandeira Paulista, bem em frente ao Kinoplex. Vai por mim: dê um pulinho lá com seu namorado ou namorada. 

Restaurante Ávila
Rua Bandeira Paulista, 524 
Itaim Bibi - SP 
(11) 3167- 2147